Montagem com fotos de três filmes diferentes.

Os 20 melhores filmes de drama na Netflix

 

Todo filme precisa de arcos dramáticos para desenvolver sua narrativa, mas isso não necessariamente o configura como um drama em si. Em uma definição breve, o drama no cinema se refere a filmes que dependem majoritariamente do desenvolvimento de personagens realistas tendo que superar obstáculos que o distanciam de seu objetivo final. Para superar essas barreiras, o drama coloca o protagonista em uma série de provações que conduzem sua jornada: ele deve aprender a lidar com suas emoções, superar dilemas morais, aprender com os erros que cometeu no passado, etc.

Formular uma lista com os 20 melhores filmes de drama na Netflix é uma tarefa complicada que está ligada a preferências pessoais do autor e por isso não deve ser levada como verdade absoluta, mas sim como uma sugestão. Ainda que a categoria de Drama na Netflix seja tão diversa, muitos dos filmes que estão lá representam mais outros gêneros do que o drama em si, como é o caso de Brazil (1985), Millennium, Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011), Os Suspeitos (2013) e Janela Indiscreta (1954). Por isso, a lista a seguir segue um critério simples: os filmes selecionados são ambientados em um universo realista e têm sua narrativa centrada no desenvolvimento de personagens.

A sessão de drama no Netflix conta com uma diversidade de títulos enorme, portanto é inevitável que alguns bons filmes sejam deixados de fora. A razão para isso pode ser devido à falta de espaço na lista ou ao filme em questão não se enquadrar na proposta do post.

20 – Lion – Uma Jornada para Casa (2016)

Personagem do filme Leon se reencontrando com sua mãe. Ois dois estão feliz enquanto olham um para o outro.

Este é o tipo de drama que possui todos os elementos para cativar o público: é emocionante, conta uma história de superação e aborda temas universais como família e a busca por identidade.

Baseado em uma história real, Lion – Uma Jornada para Casa conta a história de Saroo (Dev Patel), um garoto indiano que se perdeu do irmão em uma estação de trem na cidade de Calcutá quando tinha apenas cinco anos de idade. Logo ele é adotado por uma família australiana, mas não consegue viver em paz enquanto não descobrir o que aconteceu na noite em que se perdeu. Aos 25 anos, Saroo parte em uma jornada solitária repleta de emoções e autodescoberta para reencontrar sua família biológica.

19 – O Segredo dos Seus Olhos (2009)

Personagens do filme O Segredo dos seus Olhos olhando um para o outro com sorrisos em seus rostos.

O filme argentino estrelado por Ricardo Darin foi o vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010. E não é à toa. Com uma atmosfera de suspense investigativo, O Segredo dos seus Olhos é um filme hipnotizante marcado por ótimas atuações e reviravoltas de cair o queixo.

A história gira em torno do drama pessoal vivido por Benjam Espósito (Ricardo Darin), um ex-funcionário público que resolve escrever um livro ao se aposentar. O livro explora um caso mal resolvido de quando trabalhava no Tribunal Penal de Buenos Aires, em que uma mulher foi estuprada e assassinada em seguida. O acontecimento ainda lhe causa angústias, que são explicadas através de flashbacks onde o caso mal resolvido se mistura a acontecimentos de sua vida pessoal.

18 – O Escafandro e a Borboleta (2007)

Personagem feminina do filme O Escafandro e a Borboleta acompanhando o protagonista que está na cadeira de rodas enquanto olham o mar.

Não é raro que os dramas sejam baseados em fatos reais; histórias da vida real têm muito potencial para emocionar e engajar o público. Esse é o caso de O Escafandro e a Borboleta, filme francês que narra o drama vivido por Jean-Dominique Bauby, um famoso e influente editor da revista Elle.

Após um derrame cerebral, Bauby fica 20 dias em coma e acorda em um estado que definiria o resto de sua vida – o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Aceitar essa nova condição é uma tarefa árdua que só o tempo pode ajudar. Usando apenas o olho esquerdo para se comunicar, ele cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

17 – O Lado Bom da Vida (2012)

Jennifer Lawrence e Bradley Cooper no filme O Lado Bom da Vida se entreolhando com sorrisos no rosto.

Por conta de algumas atitudes erradas que deixaram as pessoas de seu trabalho assustadas, Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu quase tudo na vida: sua casa, o emprego e o casamento. Após passar um certo tempo no sanatório, ele volta a morar com os pais, dedicando todos seus esforços a reconstruir sua vida. Para isso, o objetivo primário é reconquistar sua ex-esposa.

Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal amigo o convida para jantar e nesta noite ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros. Ainda que na superfície O Lado Bom da Vida seja um drama com certa carga humorística, o filme de David O. Russel (O Vencedor, Trapaça) trata de questões importantes como doenças mentais e instabilidade emocional com uma sensibilidade incrível.

16 – O Show de Truman (1998)

Jim Carrey no filme O Show de Truman com os braços abertos e uma porta ao seu fundo.

Em uma era de cultivo de reality shows e enorme força dos meios de comunicação de massa na sociedade, O Show de Truman, filme indicado a três Oscars, aparece como uma conexão cada vez mais real ao refletir a sociedade contemporânea em uma comédia satírica que se estabelece como uma das maiores representações da Alegoria da Caverna no cinema.

Truman Burbank (Jim Carrey) é um pacato vendedor de seguros que leva uma vida simples com sua esposa Meryl Burbank (Laura Linney). A normalidade de seu cotidiano começa a ser abalada quando Truman passa a estranhar sua cidade, seus supostos amigos e até mesmo sua esposa. Ao contestar os fatos, ele descobre que desde criança tem sua vida observada por milhões de espectadores ao redor do mundo. Sendo o primeiro ser humano comprado por uma empresa e utilizado como matéria-prima para um programa de entretenimento.

15 – Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016)

Personagens do filme Moonlight sentados na areia enquanto conversam.

Vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2017, Moonlight: Sob a Luz do Luar quebra diversos paradigmas ao abordar a sexualidade por uma ótica sensível e transparente. A história narra três momentos na vida de Chiron, um jovem negro de uma comunidade pobre em Miami que enfrenta uma série de conflitos, como o bullying na infância, a crise de identidade na adolescência e a tentação do universo do crime e das drogas na vida adulta.

Todos os momentos na vida do protagonista são marcados por aspectos em comum, sobretudo no que diz respeito à autodescoberta e busca por autoconhecimento – algo universal, inerente à vida de qualquer um, independente da cor da pele ou de com quem você se deita. Dessa forma, temos um filme honesto sobre questões importantes trazidas aos olhos do público em uma história repleta de emoção que rende uma reflexão necessária.




14 – Na Natureza Selvagem (2007)

Protagonista do filme Na Natureza Selvagem sentado em cima de uma caminhão enquanto olha para o horizonte.

Ambientado no início da década de 1990, Na Natureza Selvagem conta a história real de Christopher McCandless (Emile Hirsch), um jovem que após se formar decide atravessar os Estados Unidos rumo ao Alasca. Durante o trajeto, ele se relaciona com todo tipo de pessoa que cruza seu caminho e demonstra um interesse genuíno em absorver o que cada uma delas tem para lhe ensinar.

Com paisagens de abrilhantar os olhos, a jornada de McCandless é um grito de protesto contra a hipocrisia, as mentiras e a superficialidade das relações humanas, que teriam sido deterioradas pela moral vigente. Partindo dessa premissa, Na Natureza Selvagem mostra que sair de casa para viajar grandes distâncias vai muito além de conhecer novas pessoas ou lugares. Trata-se de uma jornada de autoconhecimento, onde cada experiência conta para que possamos nos conhecer melhor, e assim, atingir a plenitude de nosso ser.

13 – Gênio Indomável (1998)

Robin Williams e Matt Damon no filme Gênio Indomável sentados em um banco de praça

Em Boston, um jovem de 20 anos (Matt Damon) que já teve algumas passagens pela polícia e servente de uma universidade, revela-se um gênio em matemática e, por determinação legal, precisa fazer terapia, mas nada funciona, pois ele debocha de todos os analistas, até se identificar com um deles.

O filme escrito pelos ainda jovens Matt Damon e Ben Affleck e dirigido por Gus Van Sant (Milk, Elefante) se concentra na construção de personagens repletos de profundidade para engajar emocionalmente o público. O protagonista é um jovem extremamente problemático e arrogante, que vai mudando tão lentamente que não somos capazes de perceber esta transição até que ela já está praticamente efetuada. Sua evolução é evidenciada a partir de pequenos atos que conseguem ser verdadeiramente interessantes por mais simplórios que pareçam, como as conversas do jovem com seu analista sobre a vida e os dilemas que ela traz.

12 – Cisne Negro (2011)

Natalie Portman no filme Cisne Negro vestida com um vestido e maquiagem negra.

Quando uma nova adaptação mais ousada e visceral do musical O Lago dos Cisnes começa a ser planejada pelo ambicioso Thomas Leroy (Vincent Cassel), todas as dançarinas da companhia de ballet se interessam pelo papel principal da peça, que consiste em interpretar o Cisne Branco e o Cisne Negro.

O problema é que os dois cisnes são completamente opostos um ao outro: enquanto o primeiro é ingênuo e frágil, o segundo é mau e malicioso. Portanto, a responsável por interpretar os dois papeis deve ser capaz de absorver as duas personalidades e sintetizá-las dentro de um só ser. A escalada para o papel, Nina (Natalie Portman), assume essa difícil missão, que pode exercer efeitos catastróficos em sua vida.

11 – Frances Ha (2012)

Personagens do filme Frances Ha sentadas na escada externa de um prédio enquanto bebem cerveja.

Com apenas 86 minutos de duração, o filme de Noah Baumbach conta uma história simples, porém extremamente sensível de uma jovem (Greta Gerwig) que não tem emprego formal e é dispensada por sua colega de quarto com quem dividia o aluguel. Apesar de tudo, ela mantém o otimismo e busca encontrar a felicidade enquanto faz o que for necessário para sobreviver na cidade de Nova Iorque.

As incertezas e dificuldades da vida adulta fazem com que a protagonista sinta uma certa dificuldade em se adequar socialmente, sendo ocasionalmente aquela pessoa questionadora nos jantares de amigos e, por contestar ideias encravadas no senso comum, acaba se sentido deslocada. Em uma fase de transição de jovem para adulta, Frances enfrenta dificuldades que todos nós compartilhamos, como a conta bancária beirando o negativo, a dificuldade de encontrar um lugar para morar e o fracasso da vida amorosa quando todos os seus amigos já estão quase se casando.

 

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