10 ótimos filmes estrangeiros disponíveis na Netflix em 2018

*A lista é atualizada mensalmente de acordo com os filmes disponíveis na plataforma*

A seção de Filmes Estrangeiros na Netflix é geralmente a melhor opção para quem deseja descobrir filmes de ótima qualidade que não receberam grande divulgação dos cinemas e veículos de mídias tradicionais.

Após uma rápida averiguada, percebi que o catálogo da Netflix conta com uma vasta quantidade de títulos renomados. Então, resolvi fazer esta lista para enumerar os filmes estrangeiros disponíveis na plataforma que valem a pena ser conferidos.



O Escafandro e a Borboleta (2007)

O drama francês dirigido por Julian Schnabel narra a história real de Jean-Dominique Bauby, um homem bem-sucedido que perdeu todos os seus movimentos após um derrame, exceto o da pálpebra do olho esquerdo, que passou a ser sua única forma de comunicação com o mundo exterior. O título é uma metáfora muito bem colocada para simbolizar a situação de Bauby, que ao mesmo tempo em que se mantinha “encarcerado” dentro de seu próprio corpo como um escafandro, também se encontrava livre de seu próprio eu interior, simbolizado pela borboleta.

Hope (2013)

Com 8 anos, So-won (Lee Re)  está à caminhando em uma manhã chuvosa rumo a sua escola, que não distante da sua casa. A menina acaba sofrendo um estupro horrível e indo parar no hospital. Além dos danos físicos, So-won é afetada emocionalmente para sempre. Ela precisará da sua família e daqueles ao seu redor para conseguir superar os obstáculos que surgirão devido ao atentado.

Em Nome do Pai (1993)

O filme estrelado pelo consagrado Daniel Day-Lewis é baseado na história real de Gerry Conlon, um jovem acusado de ser afiliado ao grupo terrorista irlandês I.R.A e de ter participado da explosão de um bar em Londres nos anos 70. Após uma condenação injusta, Conlon é sentenciado a passar o resto de sua vida na cadeia. A situação não prejudica somente ao jovem, mas se estende a toda sua família, acusados de acobertarem o caso.

Em Nome do Pai discorre de forma precisa sobre injustiças sociais e impunidade, elucidando a incapacidade do Estado e do sistema judiciário. Além disso, outro tema bastante pertinente tratado pela obra é a relação entre pai e filho dentro e fora do sistema prisional, traçando a trajetória de dois homens que devem superar desavenças do passado para sobreviver em um ambiente cruel.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)

Mais um exemplar do cinema francês na lista, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é um filme romântico que consegue se esquivar dos clichês do gênero e entregar uma obra repleta de reflexões e questionamentos sobre as coisas simples da vida, que muitas vezes passam desapercebidas.

O longa, dirigido por Jean-Pierre Jeunet, conquistou rapidamente seu posto como um dos maiores representantes da cultura pop. Isso se deve sobretudo à precisão na construção dos personagens envolvidos na trama, principalmente o de Amélie (Audrey Tautou), que engloba diversos dilemas enfrentados pelos jovens adultos com quem o público pôde facilmente se identificar.

13 assassinos (2010)

Como fã do cinema asiático, me sinto de obrigação de incluir 13 Assassinos nesta lista. O filme dirigido por Takashi Miike prova a versatilidade do diretor, capaz de transitar com maestria entre os mais diversos gêneros cinematográficos. A trama narra a épica jornada de um grupo de samurais que se reúne para assassinar o Lorde Naritsugu, um homem sádico e violento que usa sua influência política para instaurar o terror na população do Japão Feudal.

Os mais familiarizados com o trabalho de Takashi Miike conhecem bem sua estética fundamentada na violência, no sangue exagerado e no grotesco (Ichi the Killer e Audition são exemplos claros disso) Porém em 13 Assassinos, onde Miike poderia abusar de sua fórmula, a violência gráfica não é o recurso narrativo primário, o que não é necessariamente ruim, pois abre espaço para sequencias de ação mais dinâmicas e que priorizam planos abertos, dando a dimensão das batalhas ocorridas nos embates ao longo da trama.

Ferrugem e Osso (2012)

Se Ferrugem e Osso pudesse ser definido em uma palavra, seria ‘Resiliência’. O termo define o processo de se adaptar bem frente a qualquer tipo de adversidade, trauma, tragédia ou ameaça. Ou seja, erguer a cabeça mesmo quando tudo parece perdido. O drama dirigido por Jacques Audiard narra a história de dois personagens que enfrentam situações difíceis e buscam na companhia do outro a força necessária para superá-las.

Stéphanie é uma treinadora de baleias em um aquário que usa sua linguagem corporal para comandar os animais, até perder tragicamente sua perna esquerda e assim ter sua vida completamente desestruturada do dia para a noite. Do outro lado temos Ali (Matthias Schoenaerts), um homem bruto com dificuldades de se expressar que não consegue se manter em um emprego fixo e enfrenta diversos problemas para se relacionar com seu filho. Com potencial para se tornar um melodrama batido, Ferrugem e Osso consegue driblar este rótulo e se estabelecer como um dos dramas mais profundos da década.

Invasão Zumbi (2016)

Em um trem de alta velocidade com destino à cidade de Busan, na Coréia do Sul, um vírus misterioso que transforma as pessoas em zumbis acaba se espalhando de maneira devastadora. A cidade de destino da locomotiva conseguiu com sucesso se defender da epidemia, mas até chegar lá eles deverão lutar pelas suas sobrevivências.

Um Contratempo (2016)

Tudo está indo muito bem para Adrian Doria (Mario Casas). Seu negócio é um sucesso e lhe trouxe riqueza, sua bela esposa teve a criança perfeita, e sua amante está bem com o caso dos dois escondido.

Tudo está ótimo até que Doria desperta num quarto de hotel, depois de ser atingido na cabeça, e encontra sua amante morta no banheiro, coberta com um monte de notas em euros. Pior, o quarto é trancado por dentro e não tem nenhuma maneira de entrar ou sair. Com tudo o que construiu desmoronando aos seus pés, Doria recorre a melhor advogada de defesa da Espanha, Virginia Goodman (Ana Wagener), e eles tentam descobrir o que realmente aconteceu na noite anterior.



A Pele que Habito (2011)

Consagrado por filmes como Tudo Sobre Minha Mãe e Fale com Ela, Pedro Almodóvar é sem dúvida um dos maiores diretores em atividade atualmente. A Pele que Habito é um dos filmes mais ousados de Almodóvar, que decidiu se afastar temporariamente do melodrama e do humor negro para apostar em uma obra que transita entre o horror e o terror psicológico. Ao sair de sua zona de conforto, o diretor consegue provar sua flexibilidade e nos entrega um thriller de ótima qualidade.

A Pele que Habito se sustenta em um roteiro repleto de plot twists que podem confundir a cabeça do espectador na primeira vez que assistir ao filme. Mas para aqueles que conseguem ligar os pontos da trama e entendê-la, minimamente que seja, o resultado é um choque momentâneo capaz de desgraçar a cabeça de qualquer um. O que faz de A Pele que Habito um filme tão bom é a tensão crescente, conduzida por uma série de elementos bizarros que culminam em acontecimentos jamais esperados.

Oldboy (2003)

Parte da “Trilogia da Vingança”, Oldboy foi o filme responsável por fazer com que o mundo olhasse com mais atenção para o cinema sul coreano. O clássico contemporâneo de Park Chan-wook conquistou o público e a crítica com a combinação perfeita entre storytelling e estilo visual. O filme possui um dos plot twists mais bem elaborados da história do cinema, suportado por uma direção precisa, que confere a Oldboy um estilo único e incomparável diferente de qualquer outro filme já produzido.

A forma como Park Chan-Wook explora a crueldade humana faz com que o filme vá muito além do tema vingança. O processo de amadurecimento do protagonista é fundamental para que a história alcance o ritmo perfeito. Toda a crueldade e humilhação a que ele é submetido cria a motivação para todos os acontecimentos posteriores, onde o foco não é a vingança pela vingança, mas sim em explicitar que para qualquer tipo de consequência existe uma infinidade de razões subjacentes.

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